Amazonas - AM
Histórico
O povoamento e desenvolvimento do município de Canutama confunde-se com o início das explorações e expedições no Rio Purus. Este, um dos grandes afluentes do Rio Amazonas, começou a ser explorado no início da segunda metade do século XIX, tendo como pioneiros alguns coletores de drogas do sertão, muitos deles nordestinos.
O grande nome ligado à fundação do município de Canutama é o de Manuel Urbano da Encarnação, embora muitos nomes, como o de João Cametá, William Clandles, Serafim Salgado e Frei Pedro Coriana também estejam correlacionados e sejam notáveis.
Segundo relatos de antigos moradores, Canutama ainda viveu na "época dos coronéis". Os coronéis (os amazônicos) eram verdadeiros pioneiros, homens sob cuja responsabilidade eram entregues a colônia e os criados, para povoar e desenvolver a "vila". Na verdade, eram homens de "confiança" dos exploradores, bravos o bastante para decidirem ficar nas profundezas da selva amazônica, distantes do mundo urbanizado e moderno da época; às vezes, a viagem até à Província demorava meses. Em troca eles recebiam poderes de "coronel".
Em Canutama, assim como no Brasil colonial, o coronel era uma figura múltipla. Concentrava, na prática, os três poderes: era, ao mesmo tempo, uma "espécie" de "prefeito", de "delegado", "juiz" e "legislador". Um "coronel" canutamense bastante lembrado pela população local, e que inclusive dá nome à principal avenida de Canutama, é o "Coronel Botinelly".
Formação Administrativa
Elevada à categoria de município e distrito com a denominação de Canutama, pela lei estadual nº 22, de 10-10-1891, desmembrada do município de Lábrea. Instalada em 10-09-1892.
Pela lei municipal nº 185, de 14-09-1911, foram criados os distritos de Abufari, Arimã, Caratiá, Itatuba, Nova Colônia, Nova Olinda e Tapuã e anexados ao município de Canutama.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 8 distritos: Canutama, Abufari, Arimã, Caratiá, Itatuba, Nova Colônia, Nova Olinda, Tapauã.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município aparece constituído de 8 distritos: Canutama, Assaituba, Itatuba, Nova Experiência, Nova Olinda, Paxiúba, Porto Alegre, Tambaqui.
Pelo ato nº 45, de 28-11-1930, a vila foi suprimida, sendo seu território anexado ao município de Labrea.
Restaurada pelo ato nº 234, de 06-02-1931, desmembrada do município de Labrea.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Canatuma, Abufari e Itatuba.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 176, de 01-12-1938, foram extintos os distritos de Abufari, Itatuba. O decreto-lei acima citado cria os distritos de Axioma, Boca do Tapauã e Suadade anexando-o ao município de Canutama.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Canatuma, Arimã, Axioma, Boca do Tapauã e Saudade.
Pelo decreto-lei estadual nº 1186, de 31-12-1943, é criado o distrito de Boca do Pauini e anexado ao município de Canatuma.
Pelo decreto-lei federal nº 6550, de 31-05-1944, o distrito de Boca do Pauini foi extinto, sendo deu território anexado ao distrito sede do município de Labrea. .
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 2 distritos: Canatuma e Boca do Tapauá.
Pela lei estadual nº 96, de 19-12-1955, desmembra do município de Canutama o distrito de Boca do Tapauã. Elevado à categoria de município com a denominação de Tapauã.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Fonte:
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